Voos para Manaus saindo do Aeroporto de Dourados

Dois trechos até a Amazônia. É o destino nacional com mais diferenças práticas em relação a Dourados: fuso, clima e transporte que acontece na água.

Fachada do Teatro Amazonas, em Manaus, em tons de rosa e branco

Dois trechos: o voo diário de Dourados até Guarulhos e a conexão para Manaus. Este é o destino nacional com mais diferenças práticas em relação a quem parte daqui: há mudança de fuso, o clima é equatorial e boa parte do transporte não acontece em estrada, e sim na água. Nada disso é obstáculo, mas tudo isso muda o planejamento.

Três coisas que mudam em relação a Dourados

  • O fuso. O Amazonas está uma hora atrás de Mato Grosso do Sul. Parece pouco, mas o horário de embarque da volta aparece no fuso local, e trocar isso na cabeça é o tipo de erro que faz perder voo.
  • O clima. Calor e umidade altos o ano inteiro, com chuva que vem forte e passa rápido. Não existe estação seca de verdade, existe estação menos chuvosa.
  • A logística fluvial. Os principais passeios e os hotéis de selva são alcançados por barco, em deslocamentos de horas, não de minutos.

Cheia ou seca: a decisão que define a viagem

O nível dos rios varia vários metros ao longo do ano, e isso não é detalhe: é o que determina o que você vai ver.

Na cheia, aproximadamente de maio a agosto, a floresta fica alagada e a canoa passa entre as copas das árvores. É a paisagem que mais impressiona quem chega. Na seca, de setembro a dezembro, surgem praias de rio e é possível caminhar por trilhas que na cheia estão submersas, com melhor chance de avistar fauna em terra.

Nenhuma das duas é melhor. Mas escolher sem saber é como ir a Maceió sem olhar a maré.

O que ver em Manaus

Teatro Amazonas visto da praça, com a fachada rosa e a cúpula colorida
O Teatro Amazonas
Barco em rio amazônico visto de cima, com as duas cores da água
O encontro das águas
Apresentação cultural com figurinos e adornos típicos da região
A cultura amazônica

O Teatro Amazonas

Construído no auge do ciclo da borracha, com material trazido da Europa. A visita guiada é curta e explica a cidade inteira: por que uma ópera no meio da floresta fez sentido em algum momento.

O encontro das águas

O Rio Negro, escuro, e o Solimões, barrento, correm lado a lado por quilômetros sem se misturar. É o passeio mais procurado e costuma incluir paradas em comunidades ribeirinhas.

Um hotel de selva

A horas de barco da cidade. Entrega o que a maioria veio buscar: silêncio, fauna e o rio de madrugada. Exige reserva com antecedência e um dia de deslocamento em cada sentido.

Quando ir

Não há época ruim, há épocas diferentes. De maio a agosto, a cheia, com a floresta alagada. De setembro a dezembro, a seca, com praias de rio e mais trilha. De janeiro a abril chove mais e os passeios ficam mais sujeitos a remarcação.

Como é a saída do Aeroporto de Dourados para Manaus

Manaus está ao norte, e a rota partindo do Aeroporto de Dourados é uma das mais tortas do país: desce até São Paulo para depois subir quase toda a extensão do Brasil. São mais de seis horas de voo somadas, fora a espera na conexão.

Vale contar com o fuso: o Amazonas fica uma hora atrás de Mato Grosso do Sul em boa parte do ano. Quem desembarca à noite ganha uma hora no relógio, e quem volta perde. Na volta, isso encurta a folga disponível para pegar a conexão de Guarulhos rumo a Dourados, que sai de manhã cedo.

Roteiros e passeios

Quem parte do Aeroporto de Dourados costuma combinar a viagem com um roteiro regional antes ou depois. Mato Grosso do Sul tem Bonito a três horas de carro daqui, além do Pantanal e das cachoeiras da serra da Bodoquena. As opções estão em passeios em Bonito e em passeios em Dourados, no Trip Hostel.

Outros destinos a partir de Dourados

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Não. A viagem se monta com uma conexão em Guarulhos, porque a ligação com São Paulo é a única rota comercial regular do Aeroporto de Dourados.

Tem. O Amazonas está uma hora atrás de Mato Grosso do Sul. É pouco, mas conta na hora de conferir o horário de embarque da volta, que aparece sempre no fuso local do aeroporto de partida.

É a maior variável da viagem. Na cheia, aproximadamente de maio a agosto, a floresta fica alagada e os passeios acontecem de canoa entre as árvores. Na seca, de setembro a dezembro, aparecem praias de rio e trilhas por terra. São experiências diferentes, não uma melhor que a outra.

Depende do objetivo. A cidade tem o Teatro Amazonas, o mercado e os museus. O hotel de selva fica a horas de barco e entrega a floresta de verdade, com fauna e silêncio, mas isola você da cidade. Muita gente faz os dois, nessa ordem.

Vale, e é o cartão-postal do destino: o Rio Negro e o Solimões correm lado a lado por quilômetros sem se misturar, por diferença de temperatura, densidade e velocidade. O passeio costuma incluir outras paradas e consome meio período ou mais.

Quatro dias permitem conhecer a cidade e fazer um passeio de rio. Se o hotel de selva entrar, some pelo menos mais dois, porque o deslocamento fluvial consome boa parte de um dia em cada sentido.

Fontes consultadas

Vai para Manaus saindo do Aeroporto de Dourados?

Escolha primeiro entre a cheia e a seca. O resto do roteiro decorre disso.