Do Aeroporto de Dourados para o Pantanal

Sem voo comercial: o acesso é rodoviário a partir de Dourados ou de Campo Grande, e a diferença entre cheia e seca muda completamente o que se vê.

Tucano pousado em tronco seco, com o céu ao fundo

O Pantanal não tem aeroporto comercial. Quem chega de avião desembarca em Dourados, em Campo Grande ou em Cuiabá e segue por estrada. Para quem vem de São Paulo, o voo diário da Latam coloca o Aeroporto de Dourados como uma porta de entrada possível para a parte sul do bioma, com acesso pelas regiões de Miranda, Aquidauana e Corumbá.

Onde o Pantanal começa, saindo de Dourados

O bioma é enorme e se acessa por pontos diferentes, com perfis distintos.

  • Miranda e Aquidauana concentram boa parte das pousadas do Pantanal sul e são o acesso mais direto para quem sai de Dourados.
  • Corumbá, mais a oeste, na fronteira com a Bolívia, é a entrada para a parte mais alagada e para a Estrada Parque.
  • O Pantanal norte, no Mato Grosso, é acessado por Cuiabá e pela Transpantaneira. Não é o caminho natural de quem parte daqui.

Em todos os casos, o último trecho é em estrada de terra, e a maioria das pousadas oferece traslado a partir de um ponto combinado. Vale usar: é o que evita descobrir na prática por que aquele trecho exige veículo apropriado.

Pôr do sol visto entre a vegetação, com o céu alaranjado refletido na água
O fim de tarde é o melhor horário para observação de fauna no Pantanal, e o que organiza o roteiro do dia.

Cheia ou seca decide o que você vê

Esta é a informação mais importante da página, e a que mais gente descobre tarde demais.

Na seca, de maio a setembro, a água recua e os animais se concentram nos corpos d'água que restam. A chance de avistamento aumenta muito, e é quando as expedições em busca de onça-pintada acontecem. As estradas também estão em melhores condições.

Na cheia, de dezembro a março, a planície alaga e a fauna se dispersa. A paisagem é espetacular e há passeios de barco por onde antes era campo, mas ver animal fica mais difícil. Não é pior, é outra viagem.

O que se faz no Pantanal

Ao contrário de destino de cidade, aqui o roteiro é feito pela pousada e depende da hora do dia, não do dia da semana.

Safári fotográfico

De caminhonete adaptada, no começo da manhã e no fim da tarde, que são os horários em que a fauna se move. É a atividade principal da maioria das pousadas.

Passeio de barco

Pelos rios, para observação de aves, jacarés e, com sorte e na época certa, felinos na margem. Em algumas regiões é a atividade central, não a complementar.

Focagem noturna e cavalgada

A saída noturna com lanterna mostra uma fauna completamente diferente da diurna. A cavalgada é a forma tradicional de circular pela fazenda e chega onde o veículo não vai.

Quando ir

Para ver animais: seca, de maio a setembro, com julho e agosto no auge da concentração. Para ver a paisagem alagada: cheia, de dezembro a março, com a contrapartida do calor forte e dos mosquitos.

Abril e outubro são meses de transição, com preço menor e movimento reduzido. Quem quer combinar com Bonito encontra na seca a melhor janela para os dois, porque é também quando a água de Bonito está mais transparente.

Roteiros e passeios

O roteiro de Pantanal depende de agendamento: pousada, transfer e passeio guiado operam com vaga limitada e distância grande entre pontos. Vale organizar antes de comprar a passagem, e não depois. Os operadores e atrativos da região estão em passeios em Corumbá e no Pantanal, no Trip Hostel.

Outros destinos a partir de Dourados

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Não há aeroporto comercial dentro do Pantanal. O acesso é rodoviário, a partir de Dourados, de Campo Grande ou de Cuiabá, dependendo de qual parte do bioma você quer conhecer.

A seca, aproximadamente de maio a setembro. Com a água recuando, os animais se concentram nos corpos d'água que restam, e a chance de avistamento aumenta muito. Na cheia a fauna se dispersa pela planície alagada.

A chance existe e é maior na seca, nas regiões onde os passeios são feitos de barco pelos rios. Nenhuma pousada garante avistamento, e desconfie de quem garantir: é fauna livre, não é zoológico.

Depende do trecho. As estradas de acesso são de terra em boa parte, e na estação chuvosa há trechos que exigem veículo apropriado. A maioria das pousadas oferece traslado a partir de um ponto combinado, o que resolve o problema.

Três noites em pousada é o mínimo para valer a pena, considerando que um dia inteiro vai embora no deslocamento em cada sentido. Com duas noites, você passa mais tempo na estrada do que observando.

Dá, e é um roteiro comum, porque os dois ficam no mesmo estado e em sentidos próximos a partir de Dourados. Some pelo menos uma semana: são dois destinos com deslocamentos longos, não dois passeios.

Fontes consultadas

Vai ao Pantanal passando por Dourados?

Escolha a estação primeiro, reserve a pousada e combine o traslado com antecedência.