Voos para o Rio de Janeiro saindo do Aeroporto de Dourados

Sem voo direto: a viagem se monta em dois trechos, com o voo diário até Guarulhos e a conexão para o Galeão ou o Santos Dumont.

Baía de Guanabara vista de longe, com o Pão de Açúcar e o Corcovado ao fundo e um parapente no céu

Não existe voo direto entre Dourados e o Rio de Janeiro. A viagem se monta em dois trechos: o voo diário da Latam até o Aeroporto Internacional de Guarulhos e a conexão de lá para o Rio. É o desenho de qualquer capital brasileira a partir do Aeroporto de Dourados, e o Rio é justamente a ligação mais frequente que sai de Guarulhos, o que dá bastante escolha de horário na segunda perna.

Como a viagem se monta saindo de Dourados

O primeiro trecho é o mesmo para todo mundo que parte daqui: Dourados a Guarulhos, um voo por dia, em Airbus A319. O segundo trecho é onde estão as decisões, e são duas.

Galeão ou Santos Dumont

Guarulhos liga aos dois aeroportos do Rio, e eles servem a viagens diferentes. O Santos Dumont fica no centro, à beira da Baía de Guanabara, e é o mais prático para quem vai ficar na Zona Sul ou no centro: o táxi é curto e barato. O Galeão fica na Ilha do Governador, mais longe de tudo, mas costuma concentrar mais horários e é por onde passam os voos internacionais. Se o seu destino final não é a cidade do Rio, e sim a Região dos Lagos ou a Costa Verde, o Galeão às vezes sai melhor pelo acesso rodoviário.

Um bilhete só ou dois bilhetes

Essa é a decisão que mais custa caro quando dá errado. Em bilhete único, a companhia responde pela conexão: se o voo de Dourados atrasar e você perder o seguinte, ela precisa reacomodar você. Em bilhetes separados, comprados de companhias diferentes, essa responsabilidade simplesmente não existe. O atraso do primeiro trecho vira uma passagem perdida que ninguém devolve.

Como Dourados tem uma frequência diária, o risco não é teórico: não há voo seguinte no mesmo dia para recuperar o atraso. Quando a diferença de preço entre as duas formas for pequena, o bilhete único costuma valer o que custa a mais.

Praia de Arraial do Cabo, no litoral do Rio de Janeiro, com água transparente e morros ao fundo
Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Fica a cerca de duas horas e meia do Rio, e é um dos roteiros de quem estende a viagem.

A conexão em Guarulhos, na prática

  • Confira se a bagagem segue despachada. Em bilhete único quase sempre segue. Em bilhetes separados, quase nunca: você retira, sai da área restrita e despacha de novo.
  • Veja de qual terminal parte o segundo voo. Guarulhos tem três terminais e a mudança entre eles leva tempo.
  • Considere o horário do voo de Dourados. Ele sai pela manhã, o que deixa o dia inteiro de conexões disponíveis, mas também significa acordar cedo em Dourados.
  • Na volta, o caminho é o mesmo, ao contrário. E aí a atenção é maior: perder a conexão para Dourados significa esperar até o dia seguinte.

O que fazer no Rio de Janeiro

O Rio é um destino em que o deslocamento faz parte do passeio: quase todo cartão-postal é também um mirante. Três recortes que se combinam bem em uma viagem curta:

Cristo Redentor no alto do Corcovado ao entardecer, com a cidade do Rio de Janeiro abaixo
O Corcovado
Bondinho do Pão de Açúcar suspenso nos cabos sobre a enseada de Botafogo
O Pão de Açúcar
Curva da praia de Copacabana com o Morro Dois Irmãos ao fundo
As praias da Zona Sul

Corcovado e Pão de Açúcar

São os dois mirantes clássicos e mostram a cidade de ângulos opostos. O Corcovado exige condição de tempo: em dia nublado a estátua some na nuvem e a vista se perde. O Pão de Açúcar funciona melhor no fim da tarde, quando dá para ver o dia virar noite do alto. Ambos vendem ingresso com hora marcada, e comprar antes evita fila.

As praias da Zona Sul

Copacabana, Ipanema e Leblon são vizinhas e dá para andar de uma à outra pelo calçadão. Cada trecho de areia tem um público, marcado pelos postos salva-vidas, o que é uma peculiaridade local que ninguém explica para quem chega.

O centro histórico e a Lapa

A parte que a maioria dos visitantes pula, e não deveria. O centro concentra a arquitetura colonial e imperial, e funciona melhor em dia útil, quando está vivo. A Lapa, ao lado, muda completamente de caráter à noite.

Quando ir

O verão, de dezembro a março, é a alta estação: praia cheia, calor forte e preços mais altos, com o Réveillon e o Carnaval concentrando o pico. Se o seu objetivo é praia e você aceita multidão, é a época.

Entre abril e junho o clima costuma ser mais estável, com menos chuva de verão e temperatura ainda alta o bastante para praia, e a cidade fica mais barata. Para quem sai de Dourados com uma conexão, viajar fora do pico também reduz o risco de a segunda perna estar lotada em caso de remarcação.

Como é a saída do Aeroporto de Dourados para o Rio

A ponte aérea entre São Paulo e Rio é a rota mais frequente do país, com saídas quase de hora em hora. Para quem parte do Aeroporto de Dourados, isso significa que a conexão praticamente nunca é o gargalo: o trecho crítico é sempre o primeiro, o voo diário até Guarulhos.

Vale decidir cedo entre Galeão e Santos Dumont. Santos Dumont fica no centro e encurta muito o traslado para a Zona Sul, mas tem menos opções vindas de Guarulhos. Galeão tem mais horários e aceita conexões mais tarde, o que ajuda quando o voo de Dourados atrasa.

Roteiros e passeios

Quem parte do Aeroporto de Dourados costuma combinar a viagem com um roteiro regional antes ou depois. Mato Grosso do Sul tem Bonito a três horas de carro daqui, além do Pantanal e das cachoeiras da serra da Bodoquena. As opções estão em passeios em Bonito e em passeios em Dourados, no Trip Hostel. Para o destino desta página, veja passeios no Rio de Janeiro.

Outros destinos a partir de Dourados

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Não. O Aeroporto de Dourados tem uma única rota comercial regular, a ligação com Guarulhos. A viagem para o Rio se monta com uma conexão em São Paulo, e é assim para todas as capitais brasileiras a partir daqui.

Depende do voo que você escolher na conexão. Guarulhos tem ligação com os dois aeroportos do Rio. O Santos Dumont fica no centro e é mais prático para a Zona Sul; o Galeão fica mais longe, mas costuma ter mais horários e é por onde passam os voos internacionais.

Em bilhete único a companhia responde pela conexão: se o primeiro trecho atrasar, ela precisa reacomodar você. Em bilhetes separados essa responsabilidade não existe, e um atraso saindo de Dourados vira uma passagem perdida que ninguém devolve.

Em bilhete único, o mínimo é definido pela companhia e já vem calculado na venda. Em bilhetes separados, deixe folga maior e considere que pode ser necessário retirar a bagagem e despachar de novo, o que consome tempo.

Campo Grande tem mais horários e às vezes tarifa melhor para o Rio. A conta precisa incluir cerca de 220 quilômetros de estrada em cada sentido, o combustível, o estacionamento pelos dias fora e a eventual diária de hotel para um voo cedo. Em viagem curta, isso muda o resultado.

Em geral sim, porque o voo de Dourados sai pela manhã e Guarulhos tem várias frequências diárias para o Rio ao longo do dia. Confirme no buscador com as suas datas: a combinação depende do horário da conexão disponível.

Fontes consultadas

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